Segunda-feira, 23 de Fevereiro de 2004

A minha namorada - sexo

Tinha pensado que hoje estaria contigo, mas de facto, acho que ando um tanto aborrecido, por isso saí contigo só que não eras tu, percebes? Fui passear, e pensei em ti, de como nos tínhamos conhecido, aquilo porque já passamos (não juntos, claro) e senti-me completamente angustiado e triste.


Digo-o com uma certa mágoa pois queria realmente que as coisas entre nós resultassem. Faço a minha avaliação e reparo que no fundo andas comigo apenas por interesse. Aquelas brincadeiras sobre o tamanho em que eu tantas vezes exagerei tiveram em ti um efeito devastador, em que esse olhinhos esbugalhados bebiam cada palavra à medida que as mentiras saíam em descontroladas catadupas e que no fundo alimentavam o meu ego (por falar em Ego aquela capa está realmente deliciosa).


Envolto nos meus pensamentos estava a chegar a casa quando te vejo na porta à minha espera. Ainda me fingi de candeeiro, mas tu não foste nessa e vieste ter comigo.


- Olá amorzinho, estava à tua espera.


- Sim, e!?…


- Temos de conversar.


- E tem de ser hoje?… é que ainda não dei comida aos peixes e tenho medo que se comam uns aos outros. (sorri eu, só mostrando as gengivas)


- Tu só tens um peixe, e está morto há pelo menos duas semanas (respondeu-me com um arzinho azedo)


- Hum, então está na altura de ir comprar outro, já volto (dando dois passinhos atrás.)


- Põe é o traseiro já aqui ao pé de mim imediatamente. Não vais a lado nenhum sem acabarmos a nossa conversinha (neste momento já estava como que paralisado pelo medo, ou então por aquela mãozinha, das duas uma)


- Mas querida…


- Cansei, já todas as minhas amigas tiveram sexo e eu estou com quase 25 anos e… nada.


(Uau, receber logo assim uma destas para começo de conversa, comecei logo a sentir tonturas e voltou-me o problema de desequilíbrio do ouvido interno que se faz sentir sempre em situações de grande stress)


- Hum, hum. Sabes… eu


- Não quero saber mais, ou temos sexo hoje ou então vou ter com o Quim e tenho a certeza que ele não se importava nada de estrear este corpinho.


(Que sorrisinho mais parvo que tu tens, pensei baixinho. Deu uma voltinha a mostrar os seus atributos e nesse momento tive um momento verdadeiro mágico e quase que o meu coração explodia de tanta felicidade.)


- Bom… se é isso que queres (claro que fiz aquela cara que treinei tantas vezes para estas situações em que mostrava um profundo pesar e tristeza, por momentos quase que senti as lágrimas a virem-me aos olhos.)


- Claro que não, meu amor (sacundindo-me para eu ter a certeza que estava a ouvir os disparates que me dizia, mas o único efeito foi deslocar-me as omoplatas).


- Eu queria fazer contigo, mas já passou tanto tempo e eu já estou naquela fase em que já não quero carinho nem beijinhos. Quero SEXO... sinto o meu corpinho a pedir, pedir.


(Neste momento senti o chão a fugir-me dos pés e a aproximar-se de mim)


- E escusas de teres os teus afrontamentos, pois comigo não pega mais, és um homem ou um rato?.


(claro que nenhum homem gosta de ouvir uma desta e disse-lhe num tom seguro).


- Bom, é que… aaaaaa, agora que pões essa questão vou dormir sobre o assunto e amanhã digo-te o que é que sou.


- É bem melhor que me digas já. (com cara de quem se preparava para me dar com uma mama que possivelmente me levaria à perca de conhecimento.)


- Bem… “eu não sou eu nem sou outro, sou qualquer coisa de intermédio: Pilar da ponte do tédio que vai de mim para o Outro."


(Enquanto ela fechou os olhos para perceber o que eu tinha dito desatei a fugir rua abaixo e a dar graças por ter aprendido esta poesia para impressionar as raparigas.)

publicado por gifted_children às 22:27
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Sábado, 21 de Fevereiro de 2004

A minha namorada - carnaval

Querida, a boneca de plástico que me ofereceste voltou para casa. Disse que apenas tinha ido dar uma volta para ver como era a vida lá fora e pediu-me para a deixar ficar, ao que eu acedi. Contou-me ter sido várias vezes acediada no metro onde tentaram em vão soprá-la, e que numa das vezes tinha aparecido o Ken que a apalpou, o que deixou a Barbie com um ataque de fúria.


Eu perdoei-lhe apenas porque foste tu que me ofereceste, pois se fosse de outra maneira nunca mais a queria ver. Depois foi tomar um duche e ver televisão.


Quando nos encontramos esta tarde não fazia ideia que os preparativos para o Carnaval estavam já tão adiantados. Apareceste vestida de galinha, (eu para mim diria que parecias um esquilo), o que não era mau se não tivesses de dois em dois metros lutas ferozes com os pombos pelas migalhas de pão.


Tremo só de pensar na surpresa que possas ter para a passagem do Carnaval, até porque já combinei com os meus amigos que nos vamos mascarar de salmonelas, por isso escusas de vir com conversas. Já me mascaro de Zorro desde os 7 anos… cansei!!!!. A não ser que queiras muito.


E por favor, Gotan Project não faz ninguém levantar da mesa para dançar, pelo menos nesta época, a não ser aquela parva da tua prima que ensina ténis de mesa numa escola de patos marrecos.


O que era bom era irmos fazer ski na Serra da Estrela. Lembras-te, eu levava as pranchas de surf para poderes descer a montanha. Mandar bolinhas de neve um ao outro, apesar que na última vez que me acertaste fiquei sem saber quem era durante duas semanas e pensava que era um pinguim. Por causa disso ainda há dias em que dou por mim a tricotar no congelador.


Mas, como gosto de ti, o que quero mesmo é estar contigo, pois quando se ama como eu te amo não interessa onde estamos, mas com quem estamos (espero ter sido convincente pois a mim soou-me um bocadinho forçado). Beijos, e sim gooooosto muito de ti.

publicado por gifted_children às 00:16
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Sexta-feira, 20 de Fevereiro de 2004

A minha namora - a boneca

Minha querida, venho aqui publicamente denunciar que não percebi a piada da boneca de plástico que me ofereceste no dia dos namorados. Fiquei tão contente quando vi o teu presente que não me apercebi que a boneca apenas fala e quer por todos os meios discutir Proust, Eliot e Melville. Depois de grande discussão, quando cheguei a casa já a boneca tinha saído, levando as malas e que não voltava enquanto eu não aprendesse a ter uma discussão clara e objectiva sobre o pensamento Kafkiano, ou que pelo menos soubesse fazer uma sandes de queijo.


Fiquei destroçado pois até já lhe tinha ganho afecto, apesar de não se calar durante a noite e pedir-me 3 vezes para acender a luz para ir à casa de banho, mas de resto até que era uma boa companhia, mas tenho a impressão que ela ficou meio embeiçada pelo vizinho do 2º esquerdo, aquele professor de filosofia que teima em tomar banho na máquina de lavar roupa para poder sair já vestido.


Depois disto fui ter com a tua amiga, pois sentia um enorme sentimento de rejeição. Ela explicou-me que na vida tudo acontece por uma razão, blá blá, blá blá e que Deus fecha uma porta e abre o óculo para ver quem está do outro lado (este pensamento ultrapassou-me completamente). Mas, minha querida, ela estava com um decote… sabes?!, hum… por momentos juro que tive pensamentos pecaminosos, mas depois vieste-me ao pensamento e as minhas pernas começaram a tremer descontroladamente e vieram-me os espasmos e apenas consegui balbuciar qualquer coisa e vim-me embora.


Desde que começaste a embirrar com a pobrezinha que eu nunca mais me senti à vontade com ela, também era escusado teres-lhe tentado bater com um pau nas costas com a parva desculpa que ela tinha a espinha torta e que esse era um método tradicional, muito eficaz de massagens na tua terra… querida, nasceste em Cacilhas!!!!!


Espero que isso te passe e que possamos ir todos juntos passear em amizade, a não ser que não possas… nesse caso também não vou. Amo-te.

publicado por gifted_children às 00:49
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Quinta-feira, 19 de Fevereiro de 2004

A minha namorada - o reencontro

Surpresa, surpresa, gritaste tu enquanto ainda vinhas no Rés do Chão e eu moro no 4º andar. Obviamente comecei a ter ataques de asma e falta de ar. Abriste a porta e vieste ter comigo. Claro que estava a dormir fingindo-me de morto o que levou a que pelo menos durante duas horas não me incomodasses. Tenho de te dizer que essa face rosadinha não era aquela amarela e laranja que eu nos últimos dias tanto tinha aprendido a gostar.


Enquanto comias duas tostas mistas, tagarelavas sobre assuntos que não me interessavam de maneira nenhuma, por mais saltos que desses na cama para me chamar a atenção (nota para mim: próxima compra, estrado novo). Quem é que está interessado como se põem os tubos quando se fazem lavagens ao estômago?.


Cantavas que nem uma maçaroca e eu sentia-me cada vez mais deprimido, desatei a chorar e mais uma vez tentei o suicídio, desta vez lendo os livros da Maria Rebelo Pinto.


Começaste a fazer dieta, e a querer fazer desporto, credo, é assustadora essa fatiota de lycra rosa que tens vestida, não vês que não te assenta bem?. Ainda bem que a corrida que fizemos não foi propriamente difícil, era escusado ter trazido o cronómetro para ver a tua progressão, tenho a impressão que nos próximos tempos basta a fita métrica.


Foi penoso ver-te a comer alface com cenoura ao almoço, o teu mau humor aumentava a cada dentada no aipo e nos brócolos, por momentos pensei que desmaiavas e não havia nenhuma grua à mão. Ando mesmo triste, tens de falar com a tua amiga para ela ver o que se passa comigo, acho que ela me entende, e sabes que conseguimos sempre desabafar melhor com estranhos, pois tu mesmo o disseste quando te questionei o que fazias à porta da Pizza Hut todos os dias a falar com as ementas.


E digo-te que é uma parvoíce teres ciúmes da tua amiga. Para que quero eu uma miúda com uns seios firmes, umas pernas esguias, um rosto de boneca e que só com um braço consiga dar a volta à cintura, mesmo que ela tenha aquele excelente sentido de humor e aquele sorriso de derreter os Pirinéus, quando te tenho a ti. Beijinhos, gosto de ti.

publicado por gifted_children às 00:58
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Terça-feira, 17 de Fevereiro de 2004

A minha namorada - o descanso

Minha querida, eu juro que tentei, ninguém te mandou comeres os couratos e os pezinhos de porco depois daquilo que eu te dei, eu sei que em parte a culpa foi minha, pois não deveria andar com essas coisas no teu quarto a dizer “Hum, que delícia, isto deve estar mesmo bom”.


Nunca pensei que um ser humano pudesse ter tantas cores antes de vomitar abundantemente pela janela, ah para a próxima não te esqueças de a abrir, pois o espectáculo não foi bonito de se ver. Tenho mesmo a ideia que vi pelo menos dois pares de meias desemparelhadas e umas cuecas que há muito procurava.


Mais uma vez a tua amiga salvou a situação, pois como sabes, sou sensível, e aquilo impressionou-me muito por isso fomos lanchar naquela pastelaria que tem aqueles bolinhos deliciosos onde já te proibiram de entrar por subrepticiamente dares dentadas em todos os bolos e voltares a pore-los no lugar. Obviamente que a cara coberta de chantilly e dois pastéis de natas nas orelhas denunciaram-te.


Deixei-te 3 Hagen Daas na arca frigorífica, daqueles de cookies, estão escondidos atrás da perna de peru e do pernil de borrego, mas por favor, não comas, assim nunca mais ficas boazinha.


Com isto tudo lá a tua amiga tem de fazer o sacrifício por ti de me fazer companhia e aborrecer-se por termos de ir aos bares e ter de se sujeitar a passear pela praia sem sapatos à noite, apenas porque me apeteceu apanhar uma brisa marítima por ter bebido demais na discoteca, onde dançamos a noite toda. (Coitadinha havias de ver como ela estava cansadita, a pobrezinha).


Não esqueças de lhe agradecer, acho que até lhe devias comprar uma lembrançazinha por todo aquele altruísmo. Já não se fazem amigas dessas podes ter a certeza.


Para tu veres, eu estava a pensar fazer-te uma serenata, e ela disse logo para ir-mos mas é beber um copo e deixar a gorda descansar (mas disse isso de uma forma tão carinhosa que me comoveu, preocupa-se tanto com o teu bem estar.)


Espero é que já estejas boazinha na Páscoa para podermos comer aqueles coelhinhos de chocolate e as amêndoas que tanto gostas. Beijinhos.

publicado por gifted_children às 21:38
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Segunda-feira, 16 de Fevereiro de 2004

A minha namora - o dia depois

Olá minha querida, lamento imenso que ainda estejas doente, não te devias ter mandado para dentro da máquina de algodão doce do qual apenas saíste duas horas depois, eu avisei-te do pecado da gula. Com isto tudo perdeste o filme e toda a noite que tínhamos programado. Obviamente que como não queria que desses por mal empregue todo o tempo que gastei neste meu planeamento, tenho a certeza que gostaste que eu tivesse saído com aquela tua amiga jeitosa. Aquilo a que eu me sujeito para te ver feliz.


E digo isto porque a base para qualquer relacionamento é a confiança, e lá base tens tu, (davas uma excelente base de copos, ou mesmo uma mesa de centro). Sabes que sem ti a noite não teve a menor graça, obviamente que estou habituado a quando vou contigo ter as pipocas de graça, pois para te calarem dessas gargalhadas as pessoas costumam mandar-te tudo o que têm à mão, e como o filme foi este com o Ben Stiller, tenho a certeza que comeria pelo menos dois baldes dos grandes, chocolates, umas gomas e com sorte ainda apanharia uma coca-cola que viesse a voar na tua direcção.


A tua amiga foi uma simpatia, segurou-me a mão, deitou a cabeça dela no meu ombro e falou-me com a língua ao ouvido, claro que ela compreendeu que eu estava carente nessa noite tão especial e que tudo fez para amenizar a tua ausência. (Amanhã vamos sair outra vez, pois acho que ainda não estou bem, e ela foi de uma extraordinária voluntariedade). Tens de lhe agradecer, pois amigas como essas não se encontram todos os dias.


Amanhã bem cedinho vou-te levar umas migas com carne de porco coberta de chocolate e natas para o teu pequeno almoço na esperança que melhores, quem é o namoradinho mais lindo do mundo, quem é??!, hummm.

publicado por gifted_children às 19:33
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Domingo, 15 de Fevereiro de 2004

A minha namorada - uma pausa

Minha querida namorada, deixa-me dizer-te que ontem foi um dia maravilhoso e que se repita por muitos e muitos anos e que possamos sempre compartilhar o nosso amor deste maneira. (ficaste doente e não pudemos sair). Mas antes deixa-me só dizer-te umas coisas a ti minha querida sobre um amigo que me escreveu um comentário antes de ontem. Fiquei a pensar como é que alguém que não me conhecia e com tantos milhares de coisas para ler foi ler aquilo que eu te escrevo, e assim fiz, lá lhe fiz o favor. Fui falar com ele.


- Olha lá meu amigo, porque é que me chamas nomes, com tanta coisa para fazer aqui, não devíamos ser todos amigos e as criticas serem pelo menos bem educadas, hum?!.


Notei-lhe uma certa tristeza enquanto me dizia


- Bem… sabes é que eu sou um pouco reprimido e que a conselho da minha irmã de 12 anos já ando em tratamento…mas sabes… demora tempo. Tenho esta necessidade de ser contra tudo. Assim acho que sou diferente, ya, tasse tás a ver?!


- Eu sei, compreendo até e até tenho uma certa simpatia por ti, mas de facto é que não basta dizer mal, tens de ser construtivo, ter um espírito aberto e deixar esses recalcamentos.


- É que sabes… sou um daqueles estudantes que entraram para a faculdade para um curso que não queriam… eu queria mesmo era ser Engenheiro de Minas, mas só consegui ir para Antropologia que a faculdade é mais perto de casa e a minha mãe não me deixava ir para mais longe, assim como já conheço dois ou três autores que ninguém conhece, posso mostrar a todos o quanto sou inteligente, e dou este ar que todos os outros são uns estúpidos que andam aqui e só eu é que sei. No fundo é uma defesa para as minhas inseguranças.


- Sim, sim, olha o que tens a fazer é tentar ultrapassar essa fase pré-puberdade e passar para a frente, falar mal dos outros, seja de quem for não é bonito.


Neste momento pensei que as lágrimas lhe fossem vir aos olhos.


- É que há pior.


-Pior??!


- Sim. É que sabes… nunca tive sexo, quer dizer, tive, mas comigo não conta??!!. É que nunca fui aquele protótipo que as raparigas gostam. Não sou muito espirituoso, bonito muito menos, solto umas flatulências nas altura e lugares mais inapropriados e a rir pareço uma hiena. Bem, isto no fundo para dizer que sou virgem.


- Oh, homem, se tivesses dito isso ao princípio não precisavas de dizer mais nada.


 Agora sim, já chorava convulsivamente.


- Mas ainda há pior.


- Começas a assustar-me e começo a ter uma genuína pena de ti.


- É que já tentei ir às meninas…


- E???


- Juntei a mesada que a minha mamã me dá e juntei ainda os trocos que ela me dá para o lanche e lá fui. Obviamente que por 30 euros não poderia esperar muito. Mas depois de muito ver os classificados lá escolhi uma. Bem, para quem nunca tinha visto uma mulher nua até que não me pareceu mal de todo, apesar de ter tido a impressão que os seios deviam estar no peito e não barriga. Sempre tenho visto uns filmes, hehehehehe.


- E então?!, questionei eu o pobre estudante universitário que continua preocupado com as propinas.


- Ela queria, eu juro que queria, já tinha pago e tudo e eu estava cama. Ao fim da horita veste-se e vai-se embora. Claro que indaguei, só uma hora?, Não devia ser mais tempo?. Ao que ela começou a filosofar sobre a vida de prostituta, que tinha filhos para sustentar etc, que já tinha estado com muito esforço com homens mais desagradáveis que eu, mas pelo menos conseguiam levantá-lo. E que não podia ficar ali eternamente à espera que a coisa subisse.


- Meu amigo, partilho a tua dor. Mas agora faz um favor a ti próprio. Escreve uma coisa bonita. Uma historiazinha sem muitos erros, ok?, Vais-te sentir melhor e não te preocupes que tenho a certeza que ninguém liga ao que escreves, está bem. Vá, vai lá dar um beijinho à mamã e à mana e pedir desculpa a todas as pessoas para quem foste mal educado.


- Está bem. Eu vou.

publicado por gifted_children às 13:42
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Sexta-feira, 13 de Fevereiro de 2004

A minha namorada - quase o dia

Hum, é já amanhã, o meu pobre coração anda em sobressalto, como sabes e se não sabes devias saber, mas procurei em todas as lojas o presente ideal para ti, infelizmente não encontrei. Felizmente tinha o catálogo da BP e troquei os pontos por uma miniatura de um camião cisterna. O uso a dar-lhe fica da tua inteira responsabilidade.


Estou em pulgas e mal posso esperar para receber o teu presente. Tinha de modo um tanto subtil batido com a tua cabeça várias vezes na montra da Torres Joalheiros e disse-te repetidas vezes “Adoro aquele Ómega Seamaster, era um presente e tanto para o dia dos namorados”, espero que tenhas entendido a mensagem.


Pelo menos a preocupação com o dia dos namorados está a acabar, e já me começo a preocupar com o Carnaval, de facto sofro um bocadito por antecipação, talvez devesse consultar um psicólogo, mas não consigo esquecer de no ano passado termos corrido à frente do todo o Circo Chen, por roubares o toldo apenas por te quereres mascarar de embrulho de chupa-chups.


Provavelmente amanhã não te vou poder escrever já que todos os meus sentidos vão estar na maneira como te vou agradar e todas as minhas forças para te conseguir tirar de cima de mim. Até lá um grande beijo. Chuac e Feliz Dia dos Namorados.

publicado por gifted_children às 19:44
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Quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2004

A minha namorada - um dia normal

Hoje resolvi por mãos à obra e comecei a limpar a casa preparando-a para o dia que já sabes qual é… sua doida. Não me resta outra alternativa do que em vez de desesperar, vou mas é aproveitar este dia que é nosso, até porque como sabes bem tentei meter-te dentro do marco do correio azul mas vieste devolvida por falta de selo (hoje já nem nos Correios se pode confiar).


Acho que tenho de me redimir, pois pode parecer por aquilo que tenho dito de ti que não gosto de ti, mas para gostar era preciso ter gosto, coisa que não tenho (percebeste o trocadilho). Vou comprar uma comidinha, um vinhozito e na falta de lareira faço uma fogueira na sala, e depois convido os amigos para virem ver o futebol (estou a brincar, hoje estou muito espirituoso), visto aquela camisa que tem aquele rato piroso nas costas que me ofereceste e que dizes que assim já pareço um adulto, hum?!, bem romântico, não achas?


Tenho tudo pensado, depois vamos ao cinema. Já comprei os três bilhetes para nós e vou rezar para arranjar lugar lá atrás, pois lembras-te da última vez que fomos e ficámos à frente para ver o “À Procura de Nemo” a quantidade de criancinhas que choravam inconsoláveis no fim do filme por não terem percebido que o Nemo era um peixinho e apenas terem visto uma baleia (ahahahah, desculpa querida, mas realmente não teve graça).


Entretanto vou pensar em mais coisinhas que podemos fazer juntos, não quero estragar a surpresa dizendo-te já tudo. Promete só que no Sábado não tens aquelas tuas ideias assexuadas até porque vou ter dores lombares horríveis nesse dia, ok? … ah, hummmm… gosto de ti (foi mais fácil dizer do que estava à espera)

publicado por gifted_children às 00:07
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Quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2004

A minha namorada - um episódio

Hoje resolveste fazer uma pequenina surpresa. Tive a afortunada sorte das tuas aulas terem terminado mais cedo, o que por força das circunstâncias te fez correr para os meus braços apertantando-me com força (acho que desloquei uma vértebra) e beijaste-me com um monte de beijos repinicados que só a custo ia tentando evitar.


 Disseste-me que tinhas uma novidade para me mostrar, o que por momentos ocorreu-me que podia ser o facto da Corporation Dermoestetica ter-te aceitado para experiências. Não, mas não, lingerie. Tinhas comprado uma linda e nova lingerie e sorriste para mim com um ar maroto, do género "You know what i mean", e perguntaste-me se eu queria ver... tolinha.


Tinha sido dado o primeiro passo. A minha mente embrulhou-se em dúvidas. Se dissesse que não queria ver, e que tinha de lavar a placa dentífrica da minha avó, certamente ficarias ofendida. Se por outro lado aceitasse ver a tua peça de roupa interior teria que passar por aquilo que por tanto e tanto tempo evitei.


Sentamo-nos no sofá (eu tive que ficar no chão), enquanto procurava argumentação para não ter de ter ver nesses trajes. Falei-te de Deus, do certo, do errado. Que o despir em frente a um homem poderia ser altamente perigoso e que eu poderia não resistir e queria resguardar-me para o casamento (ou um baptizado, conforme o que viesse primeiro.)


Riste e ficaste sensibilizada por eu ser um daqueles homens à moda antiga. Puxaste-me para o quarto e empurraste-me para a cama (não foi bem um empurrão mas um toque, mas eu juro que senti os pés a levantarem do chão).


À medida que ias ensaiando um show erótico, eu ia bebendo quantidades industriais de água oxigenada, que produziram em mim um sentimento de euforia e os cabelos do peito começaram a ficar loiros. Sinto tudo a andar à roda ao mesmo tempo que sinto um súbito desejo de comer croquetes e rissóis de camarão.


Desmaiei e quando vim a mim estava completamente despido, apenas tapado com um vale de desconto do 5aSec cuja simbologia não me ocorre… que teria acontecido?. Que turtuosos caminhos teria eu percorrido?

publicado por gifted_children às 01:09
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